|
Localizada
na Região Metropolitana da
Grande São Paulo (RMGSP),
Carapicuíba é
uma cidade tipicamente dormitório.
De acordo com a prefeitura, há meio
milhão de habitantes, mas o IBGE
estima 343.668.

Conforme Tipologia
da Fundap, realizada em 1991, Carapicuíba
está entre o três piores municípios
da Região Metropolitana da Grande
São Paulo, em relação
aos seus índices sociais, ao lado
de cidades como Pirapora do Bom Jesus e
Embu. É o segundo município
com a menor receita orçamentária,
depois de Francisco Morato. Carapicuíba
está entre os 100 piores municípios
do Brasil quanto ao número de homicídios
(jornal Folha de São Paulo, 1999).
Dados da Fundação
Seade/Emplasa indicam que até o ano de 2000, 33%
da população de Carapicuíba está
composta por crianças de 0 a 14 anos representam
enquanto 24% são adolescentes e adultos na faixa
etária de 15 a 24, ou seja, mais da metade da população
é constituída por jovens. De acordo com o
professor de Geografia do cursinho, Vicente Eudes Lemos,
76% de seus habitantes são migrantes.
Essa
composição é essencialmente importante
se levarmos em consideração que a violência
é um dos fatores sociais que mais afligem a população.
Aqui, os adolescentes que acabam sendo os mais prejudicados
pela situação de miséria que, entre
outros fatores, ocasionam o abandono precoce da escolarização
e acabam sendo introduzidos no mercado de trabalho precocemente.
Além de não se desenvolverem adequadamente,
são explorados ou ficam abandonados nas ruas, à
mercê do aliciamento, isto é, estão
sujeitos a todo o tipo de vícios – o roubo,
o furto, as drogas, a prostituição, entre
outros.
A falta de equipamentos social
de cultura e de lazer no município é, praticamente,
empecilhos para que os mesmos tenham acesso à educação
e à cultura. Para completar este quadro, a situação
de precariedade em que se encontra o ensino público
impede o acesso destes adolescentes às universidades
públicas, pois a maioria sai do ensino médio
sequer dominando a escrita, conforme publicou o jornal O
Estado de S.Paulo, de 6 de dezembro de 2001, comentando
os resultados do ENEM, de 2001. Em relação
ao ensino superior particular, o aspecto financeiro é
um entrave para o ingresso destes jovens em universidades
privadas, já que não teriam condições
de arcar com os custos (mensalidades, material didático,
livros, meios de transporte, refeição, etc.)
|