Toda criança tem direito de correr, pular,
sorrir, gritar, amar e viver com toda a espontaneidade
que lhe é natural. Porém, algumas não
podem aproveitar a infância por falta de infra-estrutura
de algumas cidades. O Conjunto Habitacional II, em
Carapicuíba, Grande São Paulo, é
um exemplo. As crianças que moram próximo
à Avenida Brasil passam por grandes problemas
na área de lazer. Não há parques,
campos e brinquedos comunitários. Mas sim,
avenidas movimentadas, córregos e asfalto.
Com o objetivo de levar cultura,
educação e muita diversão, o
CEFC realizou no sábado dia 15 de Dezembro,
um trabalho com as crianças do bairro. Durante
a tarde de sol, um grupo de 42 crianças acompanhadas
por 8 colaboradores assistiram filme, fizeram gincanas
e tomaram lanche.
O filme escolhido pelas próprias
crianças foi Turma da Mônica. Pais que
acompanhavam seus filhos também riam atentos
às aventuras de Mônica, Cebolinha, Cascão,
Magali e seus amigos. Um desenho sadio, educativo
e engraçado, diferente dos transmitidos pela
TV.
Nas gincanas as crianças foram
divididas em dois grupos, de acordo com a faixa etária.
Os do primeiro conjunto usaram fantoches, jogos e
brincadeiras de roda. Já os mais velhos brincaram
de passa bola e queimada.
Na hora do lanche, os gritos das
brincadeiras deram lugar ao silêncio. Depois
de toda a atividade, os garotos puderam saborear um
cachorro quente e tomar refrigerante. Na saída,
ganharam um pequeno brinquedo e doce.
Diretora responsável pela
área das mulheres da Associação
dos Moradores da Avenida Brasil, Jane Gonzaga de Souza,
ressalta a importância do projeto: “Não
há áreas de lazer para as crianças,
a mais próxima fica no quilômetro 21,
em Osasco”. Jane também comentou sobre
o perigo de brincar na rua. “Muitas delas acabam
ficando dentro de casa por falta de opção.
Perdem a infância”. Para a diretora, “o
projeto faz diferença na vida das crianças”.
Um dos colaboradores do evento é
o ex-aluno do cursinho Ezequiel de Melo. Ele disse
que em Carapicuíba não há pólo
educacional. “Nosso foco é trazer a educação,
união, não deixar as crianças
irem para o caminho das drogas e marginalidade e mostrar
um modo saudável de aproveitar a infância”,
explicou o ex-aluno.
Ezequiel acredita que a sociedade prega o individualismo,
mas devemos acreditar na união e no bem comum.
Sobre a importância social do evento disse:
“A base maior é socializar, não
serem mais um número, mas serem pessoas de
opinião própria”. Ezequiel de
Melo acredita que “quando passamos a nos preocupar
com os outros nossa vida melhora”.
O projeto do CEFC faz parte do programa Cultura Viva,
do Governo Federal, com o objetivo de levar cultura,
arte e lazer.
Amauri Fernando
Moura
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