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Domingo 19 de março:

15h " Eu Robô "
- Dir. Alex Proyas - EUA (2004)

17h "Cabra Marcado para Morrer",Mostra Eduardo Coutinho (1984)
 

"Eu Robô" :

Em 2035 a existência de robôs é algo corriqueiro, sendo usados constantemente como empregados e assistentes dos humanos. Os robôs possuem um código de programação chamado Lei dos Robóticos, que impede que façam mal a um ser humano. Esta lei parece ter sido quebrada quando o Dr. Miles aparece morto e o principal suspeito de ter cometido o crime é justamente o robô Sonny. Caso Sonny realmente seja o culpado, a possibilidade dos robôs terem encontrado um meio de quebrarem a Lei dos Robóticos pode permitir que eles dominem o planeta, já que nada mais poderia impedi-los de subjugar os seres humanos. Para investigar o caso é chamado o detetive Del Spooner (Will Smith) que, com a ajuda da Dra. Susan Calvin (Bridget Monayhan), precisam desvendar o que realmente aconteceu.



"Cabra Marcado para Morrer", de Eduardo Coutinho:

Sinopse de Claudia Mesquita, documentarista e jornalista, que estará no Zagaia batendo um papo sobre o filme de Coutinho, com quem trabalhou em Peões do ABC. Participa também do bate-papo o historiador João Campos, do Movimento dos Sem Terra (MST).

"Lançado em 1984, "Cabra Marcado para Morrer" foi saudado como um "divisor de águas". O filme incorporava em sua forma as mudanças que diferenciavam aquele momento (pós-ditadura militar) do contexto no qual surgira, quase vinte anos antes, o projeto original: um filme de ficção realizado em parceria com os próprios camponeses, protagonistas da história de luta a ser contada.

Entre as primeiras filmagens (interrompidas pelo golpe militar de 1964) e o lançamento definitivo, vinte anos se passaram. Cresceu a influência da TV, notável na retomada do projeto, quando Coutinho incorporou a experiência da reportagem televisiva, treinada no programa Globo Repórter. Em 1964, tentou-se a ficção de matriz neo-realista, os camponeses como atores de suas histórias. Em 1984, quando o filme é retomado, domina a entrevista como "palco" do encontro/desencontro entre "desiguais": o cineasta, os camponeses.

A partir do enfoque circunscrito (a história do filme interrompido), faz-se balanço de uma significativa experiência de organização camponesa no Nordeste (e de sua repressão), tendo como matéria central os testemunhos individuais de homens e mulheres comuns. Filme aberto, sem certezas, "Cabra Marcado para Morrer" lança as bases da produção documental contemporânea, em termos de estratégia de abordage m e estilística (domínio da entrevista) e de temática (a experiência dos homens "comuns" como foco privilegiado de interesse)".






Cineclube Zagaia
Av. Brasil, 292, Cohab II, ao lado do Extra, em Carapicuíba –   4183-3207
Mais informações com Fabiana ou Tarcísio Lucena

   
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